Desafios na hora de cuidar

Art. 132 “Em cada Município haverá, no mínimo, um Conselho Tutelar composto de cinco membros, escolhidos pela comunidade local para mandato de três anos, permitida uma recondução.”

Falta de estrutura, carros velhos, longas distâncias e pouco pessoal são as desculpas mas utilizadas na hora de justificar as dificuldades de atendimento dos muitos pontos do Conselho Tutelar espalhados pelo Brasil. Na Região Norte e principalmente no Pará essas causas são apontadas quase com unanimidade pelos conselheiros quando questionados sobre os atendimentos (ou a ausência deles) junto as famílias das crianças e adolescentes atendidas pelo Conselho Tutelar.

As causas não se resumem aí

A falta de preparo dos conselheiros para tratar com assuntos tão delicados como a violência doméstica, sexual, abandono do lar, descaso e suas outras competências é comum na maioria dos casos. Identifiquei essa situação desde que busquei conhecer melhor o trabalho desenvolvido pelo orgão – já que ele é citado no meu TCC ‘A criança e o adolescente na pauta da violência’.

Além da pesquisa que deu fruto ao trabalho academico produzi junto com outras duas colegas de faculdade a Revista Margarida, filho mais velho do TCC. Convidei alguns órgãos que trabalham com o tema infância e adolescencia para ouvir a defesa do TCC e ainda conhecer a revista de perto. O Conselho Tutelar foi convidado e não compareceu – o coordenador devia está muito ocupado. Eles sempre estão muito ocupados.

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A criança e o adolescente na pauta da violência

A imagem da criança e do adolescente associada a violência nos jornais impressos de Santarém no período de julho de 2008 a agosto de 2009 pode ser constata em um numero de 46 reportagens avaliadas pela pesquisa A criança e o adolescente na pauta da violência publicada no site da Andi hoje e de autoria da blogueira aqui.

O objetivo da pesquisa é avaliar o tratamento editorial dispensado pelos jornais O Impacto, Gazeta de Santarém e Jornal de Santarém e Baixo-Amazonas quando crianças e adolescentes são agentes ou vítimas de ato infracional, levando em consideração o artigo 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente que reforça que esses personagens não poderão ser identificados em veículos de mídia. Algumas vezes, a representação do publico infanto-juvenil nos meios de comunicação social se dá de forma violenta e chega a ferir a ética jornalista e o direito da população de receber informação de qualidade.

O Estatuto da Criança e do Adolescente, que define os direitos e deveres de crianças e adolescentes aos poucos vai sendo conhecido pela mídia local, mas o ato de ignorá-lo abre precedentes para equívocos e preconceitos. A partir da premissa que a mídia é um espaço democrático, questionamos se é possível fazer um jornalismo que respeite crianças e adolescentes e que seja capaz de buscar solução para o fenômeno social que a violência se tornou.

Revista Margarida

A pesquisa também já foi utilizada na formatação da 1ª edição da Revista Margarida, um projeto experimental e  que foi idealizado por três estudantes (quase formadas) da 1ª turma de jornalismo do Iespes (Santarém – 2006/2010). O projeto foi apresentado como recurso para obtenção de nota na disciplina Projeto Experimental e ganhou asas. Além de uma versão impressa, a revista agora virou blog.

Nasceu a Margarida (agora sim!)

A Revista Margarida é um projeto experimental idealizado por três estudantes (quase formadas) da 1ª turma de jornalismo do Iespes (Santarém – 2006). O projeto foi apresentado como recurso para obtenção de nota na disciplina Projeto Experimental e ganhou asas. Além de uma versão impressa, a revista agora virou blog.

No blog está o conteúdo da revista e posteriormente a pesquisa que permitiu que ela fosse ‘gerada’ e também mais informações que tenham como agenda o tema ‘criança e adolescente’. E assim fortalecer a teia do bem que vem buscando qualificar a mídia para uma cobertura clara, objetiva e que respeite o direito de meninos e meninas.

Com calma e paciência vamos deixar esse espaço atrativo e rico em conhecimento. Ainda vamos entregar a versão final (impressa) na faculdade.

Abraços!

Juliane Oliveira – editora (eu mesma!)