O risco das hidrelétricas no Rio Tapajós

Duas das usinas estão projetadas em mata intocada. Técnicos do Instituto Chico Mendes protestam contra redução das áreas protegidas, num dos maiores mosaicos de biodiversidade do planeta 

Do Ecodebate*

A determinação do governo em levar adiante o plano de construir a última grande hidrelétrica do Brasil poderá impor um custo ambiental sem precedentes na história do país, destaca reportagem de André Borges. Um custo ambiental ainda mais pesado do que Belo Monte e proporcional ao significado dos estragos de Itaipu na época da ditadura militar.

A construção do complexo de usinas na bacia do rio Tapajós, entre os Estados do Amazonas e do Pará, vem sendo arquitetada desde a década de 1980. O projeto foi retomado pelo governo faz quatro anos e prevê a construção de cinco usinas hidrelétricas – São Luiz de Tapajós, Jatobá, Cachoeira dos Patos, Jamanxim e Cachoeira do Caí. Dentre dessas, porém, a mais significativa é a usina de São Luiz do Tapajós, que teria potência inferior apenas a Itaipu, Belo Monte e Tucuruí e produziria 6.133 megawatts (MW) de energia a partir da construção de uma barragem de 3.483 metros de comprimento atravessada no coração da Amazônia.

A barragem teria 39 metros de altura, o equivalente a um prédio de 13 andares e seria erguida em uma das áreas mais protegidas da região: o Parque Nacional da Amazônia, a primeira unidade de conservação demarcada na chamada Amazônia Legal que com outras 11 unidades forma o imenso complexo da bacia do Tapajós – o maior mosaico de biodiversidade do planeta.

 

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Beleza colorida

 

Registro feito na tarde desta quarta-feira em frente a cidade de Santarem/PA

 

Me surpreendi com a mistura de belezas num unico lugar. Sao barcos, ciclistas, peladeiros, mulheres, crianças, velhos rio, praia e verde. Um mundo inteiro ali, na nossa frente. Salve o Tapajos!

 

E por falar em fotos, tem uma minha no ‘Olhar da Leitora’ desta semana no Blog do Jeso que espero que possam apreciar tambem. Poetizamos o por do sol da comunidade do Maripa, margem direita do Tapajos.

 

Inte.