Coletivo defende direito à comunicação e mídias livres

logo_leve“o ventilador ligado remonta a movimento, e suas hélices girando se assemelham à forma de uma mandala, círculo com forte simbolismo espiritual. Dos quatro elementos, o ar é o que está ligado à mudança e à comunicação. Por fim, a cultura, compreendida como “qualquer produção humana”, dá ao Ventilador Cultural um sentido amplo. “Também não deixa de ser poético”, acrescenta Luciana Rabelo, referindo-se às sete sílabas, uma métrica usualmente presente em versos.

-matéria publicada na Edital

Uma jornalista, uma estudante de Artes Cênicas e um cartunista se juntaram para dar continuidade aos projetos idealizados pelo grupo depois de terem para por uma experiência em um canal comunitário de Recife (PE). Desde o início, a união se baseou na defesa do direito humano à comunicação e na utilização responsável dos meios, para que fosse promovida a defesa da paz e do meio ambiente. “Isso permeia todas as nossas atividades”, garante a jornalista Luciana Rabelo, que se juntou ao ilustrador Anderson Lucena e a produtora Irma Brown, as outras “hélices” do Ventilador Cultural, como eles se denominam.

No final de 2004, após intensa produção para a TV comunitária da cidade, os três colegas entraram em conflito com a direção e não viram outra solução senão sair coletivamente da emissora. Com a proposta de capacitar, incentivar e apoiar pessoas e grupos para “transformar a sociedade”, começava a ganhar forma a experiência do coletivo, que consolidaria já em 2005. Uma entidade de apoio de Pernambuco deu o apoio inicial à iniciativa do grupo. “Tocamos essa idéia! Não era mais só a TV. Abrimos abrir um leque de possibilidades”, lembra a jornalista.

Clique aqui para continuar lendo e aqui para conhecer a iniciativa de ‘perto’.

Pará está a um passo da Conferência de Comunicação

Fazendo parte das iniciativas pela Conferência Nacional de Comunicação que deve ser realizado no final de 2009 em Brasília, estados e municipios devem se organizar e formar seus debates. No Pará, a conferência estadual está marcada para o mês de setembro. “Fale e Lute – I Conferência Estadual de Comunicação: democracia, cidadania e poder na Amazônia” foi o tema colocado em discussão no seminário de preparação do evento, promovido no sábado (21), no auditório do Colégio Souza Franco. Nas conferências preparatórias ao evento nacional, a ‘sociedade’ definirá o que quer e como pode contribuir com as políticas públicas de comunicação em todo o país.
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O público-alvo estimado para a I Conferência Estadual de Comunicação é de mil pessoas, principalmente trabalhadores da comunicação, comunidade universitária, comunicadores comunitários, setores de comunicação de entidades. Comunicação comunitária, liberdade de expressão, direito à comunicação, comunicação para o fortalecimento da democracia, comunicação como inclusão social, cadeias produtivas da comunicação e mercado de trabalho são temas que a conferência deverá discutir.

Antes da I Conferência Estadual estão programadas conferências municipais regionalizadas em cinco territórios. Municípios das Regiões de Integração Guamá, Rio Capim, Tocantins e Rio Caetés se reunirão em Castanhal; do Baixo Amazonas, em Santarém; da Região Metropolitana e Marajó, em Belém; do Tapajós e Xingu, em Altamira, e do Lago de Tucuruí, Carajás e Araguaia, em Marabá.

Atualmente, há comissões pró-conferência nacional em Estados como Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso, além do Distrito Federal. Nascimento Silva contabiliza 16 comissões no país.

Com informações e fotos da Agência Pará

um pouco de Cultura

tvsalve salve a comunicação brasileira!! ou pelo menos parte dela

recebi a pouco o e-mail da assessoria de comunicação da prefeitura de Santarém informando que até o final do ano (2009) o sinal da TV Cultura chega pras bandas de cá. São os moradores das comunidades próximas a torre, que fica no km 70 da Rod. Curuá-una, que devem receber logo logo os sinais da TV. Legal né?

gostei da notícia, tô pensando até em comprar uma terrinha e construir um maloca pras bandas de lá.

Chat sobre a Conferência Nacional da Comunicação

A Rede Adolescentes e Jovens Comunicadores e Comunicadores, que a Revista Viração está ajudando a puxar com mais outras 30 entidades de todo o Brasil, vai realizar um chat sobre a Conferência Nacional da Comunicação. Vai ser dia 12 de março às 15:30. Moderam: Carol Ribeiro, do Intervozes, e Daniela Rocha, da Cipó e do Conjuve.

Para participar basta acessar o site Voz dos Adolescentes: www.vozdosadolescentes.org.br

A Folha entrou numa ‘Frias’

sonhoSabe aquele ditado ‘Antes tarde do que nunca’? Pois é, é assim que se sentem jornalistas, midiáticos e comunicadores que sempre estiveram a frente de movimentos pra quebrar a tal da dita ‘linha de frente dos jornais’ (se é que se pode chamá-los assim) que de um lado pareciam apoiar o povo, mas que na verdade sempre esconderam seus interesses econômicos e pessoais.

Querendo ou não a mídia é um grande negócio e é preciso cuidado pra não se deixar envolver por isso. Eu acredito numa comunicação capaz de transformar o mundo através de alguns atos simples. O primeiro deles é dá ao povo as ferramentas pra que eles possam criar e encontrar as informações que realmente lhes interessam e a segunda é tirar dos ‘poderosos’ o poder pleno e absoluto dos meios de comunicação de massa (eu não aguento a Globo falando o tempo todo dela mesma).

Mas enquanto isso não acontece, os mesmos comunicadores, jornalistas e midiáticos já começaram os primeiros passos pra arrancar (nem que seja a força) esse tipo de gente do poder. Um exemplo disso é  o ato de repúdio à Folha de S. Paulo, que num editorial infame qualificou a ditadura militar brasileira de “ditabranda”.  O ato acontece no próximo sábado, 7, em frente ao prédio da Folha, na Alameda Barão de Limeira, 425, no centro da capital paulista, e reunirá familiares de presos, desaparecidos e torturados pelo regime militar, intelectuais e ativistas dos movimentos sociais e das organizações de direitos humanos (é as 10h da manhã).

O ato foi convocado pela internet e já conta com mais de 7 mil assinaturas – a mais recente adesão foi de Oscar Niemeyer, um símbolo da luta democrática. Eis mais um exemplo de que é possível fazer um jornalismo diferente…
sucesso na empreitada!

Pra saber um pouco mais dessa muvuca provocada pela ignorância fantasiada de jornalismo clique aqui.