(Des)obediência política

Ela falou só uma vez: um professor provou que somos sujeitos a manipulação. E ficou por isso. A unica coisa que eu lembrava era da palavra auditório. De vez em quando a lembrança de uns 7 anos atras vinha na minha memória. Mas eu não sabia nada mais do que isso: auditório, pessoas vestidas iguais e um lider. No final ele revela que todos eram frutos de uma experiência. Só. Essas eram as unicas informações que eu tinha.

Passei no vestibular e deixei de frequentar o cursinho. A minha ligação com a professora que sempre revelava aquilo que os outros queriam esconder ou que narrava toda a Revolução Francesa depois de algumas cervejas acabou ali. Perdi o contato e até então não sabia se a história do auditório era verdade ou fruto daquela imaginação marginal, sarcástica e inteligente que eu aprendi a admirar.

É verdade. De repente estava lendo no sabado passado a contra-capa do DVD que revelava que a professora do cursinho não estava tendo nenhum ataque  ró-nazismo quando disse aquilo. Existe sim um professor que conseguiu, através de uma experiência que saiu do seu controle, provar pra estudantes do colegial que somos condicionados a obedecer ordens. Sejam elas nazistas, fascistas, comunistas, capitalistas, globais…

Novamente vocês estão olhando para A Onda e tentando entender por que desistimos de nossa liberdade em troca de um sentimento de superioridade. Isso é uma lição que todos nós temos que aprender e falar a respeito. Ron Jones, professor e inventor da experiência verdadeira que deu origem ao filme A Onda, no <Daiblog>.

obs.: Assistam ao filme!

A Onda

Em uma escola da Alemanha, o professor secundário Rainer Wenger tem dificuldade em explicar para seus alunos como o povo aceitou a disseminação do nazismo. Quando um dos estudantes afirma que hoje em dia seria impossível um regime autoritário dar certo, por conta da educação das pessoas, o mestre decide fazer uma experiência. Rainer cria uma simulação dentro de sala de aula mostrando como o governo conseguiu convencer o povo.

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Logo você será um grande orador

Por Reinaldo Polito
Se você não gosta de futurologia sugiro que não perca tempo lendo este texto. Eu apenas me baseei nas informações disponíveis em 2008 e brinquei com a imaginação para prever o futuro da arte de falar em público.

Supondo que eu esteja certo, no futuro você poderá falar em público com segurança, desembaraço e muiposts-em-blogsta eficiência sem se preocupar em fazer um curso de oratória. Ou seja, estou prevendo que como professor nessa área meus dias estão contados.

Escolhi uma data não muito distante para chegar com minhas previsões – 2020. Embora este período de 12 anos seja relativamente curto para uma expectativa de vida que vai romper a casa dos 80, uma verdadeira revolução vai ocorrer na vida de todos nós, especialmente na comunicação.

Nos próximos 12 anos vamos experimentar transformações tão acentuadas que conheceremos uma existência distinta, nova, muito diferente da que temos hoje.

O que consumia décadas para ser desvendado agora fica esclarecido em meses, às vezes em semanas e até em dias, pois os resultados das descobertas científicas são cumulativos e se somam ao conhecimento já existente para acelerar o encontro de outras soluções.

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A Ex-comunhão da vítima

cordel

Por Miguezim de Princesa

I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência
e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

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