A criança e a TV

Ao contrário do que  a imagem acima sugere, as Crianças estão mais seletivas na hora de assistir televisão. Essa é uma das constatações da publicação “A televisão sob o olhar das crianças cuiabanas” da pesquisadora Aline Wendpap. Uma matéria sobre o assunto tá no site da TVCA (MT).

Sinope copiada do site da Editora da UFMT

O trabalho foi realizado numa escola municipal da periferia de Cuiabá com a finalidade verificar a influência da televisão e sua relação com o saber intermediado. Os dados apontam para a possibilidade de a televisão ser utilizada de uma maneira crítica e enriquecedora na educação, e não apenas vista como nefasta. Um efeito interessante da pesquisa foi o fato de que, ao falarem, as crianças parecem ter conseguido perceber, de um outro modo, suas realidades e a realidade que a televisão veicula, diferenciando-as de forma crítica e seletiva.

10 mandamentos

Em 2004 a Midiativa divulgou dados de uma pesquisa sobre os pontos importantes para uma boa cobertura da midia voltada para os pequeninos. Olha no que deu:

1. Ser Atraente

Um programa que fale a linguagem dos jovens, que tenha música, ação, competições, movimento e humor.

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Violência contra crianças na imprensa

NEW YORK DAILY NEWSPor Ligia Martins

A página 6 do caderno “Cidades” da edição de sexta-feira (20/3) do Estado de S. Paulo lembrou as manchetes dos jornais populares de antigamente. Não pela forma como as notícias foram escritas, mas por trazer três notícias policiais daquelas que embrulham o estômago dos leitores mais sensíveis:

** “Mulher agride babá e criança e é presa”

** “Irmãos passam mal ao comer bolo com veneno”

** “Duas meninas são vítimas de violência em Goiás”

A edição corrente da revista Veja (nº 2105, de 25/3/2009) não ficou atrás, com a chamada de capa de sua matéria especial: “Violadas e feridas, dentro de casa”.

Crime em destaque em jornais e revistas “sérios” (termo usado para diferenciar da imprensa chamada “popular”) não é exatamente novidade. A morte de Aída Cury, estuprada e jogada de um prédio por playboys cariocas, agitou a imprensa nos anos 1950. Outro grande impacto foi a morte de Ângela Diniz, em 1976, e o julgamento do seu assassino, o famoso Doca Street, iniciando uma série de defesas baseadas em “legítima defesa da honra”. Os crimes contra mulheres continuaram e o destaque nos jornais também.

Em meio à violência, surgiram as delegacias de mulheres, a Lei Maria da Penha, enfim, mecanismos de defesa que, se não resolveram o problema, estão ajudando a diminuir a impunidade dos agressores.

Esclarecer e mobilizar

Agora temos uma novidade: além das mulheres, as crianças passam a ser as vítimas preferenciais. Cada vez mais, os jornais e revistas dão notícias que falam de violência física, abuso doméstico e exploração sexual não só de menores, mas de crianças, e crianças cada vez mais jovens.
3132501613_20ac1d59ea_bgif1A primeira reação do leitor pode até ser de curiosidade. Mas logo em seguida vem a repulsa, a vontade de seguir em frente e não tomar conhecimento dessas histórias cruéis.

Felizmente a imprensa parece ter aprendido uma boa lição com o caso da Escola Base, em São Paulo – quando os donos da escola foram acusados de pedofilia e depois provaram sua inocência. Hoje não se fala em culpado, mas suspeito. Não se revela o nome das crianças, enfim, não se acusa sem provas. Mas, se existe na mídia – como as matérias revelam – uma verdadeira indignação com os fatos noticiados, está na hora de ir além.

É hora da mídia alertar os leitores sobre esse tipo de violência, discutir suas origens, mostrar a pais e mães os sinais de que as crianças têm problemas. Está na hora, principalmente, de cobrar do governo uma forte campanha de esclarecimento sobre os direitos da criança, os deveres dos pais e a punição para os agressores. Hora de mobilizar o governo, os educadores e a sociedade em defesa das crianças. E isso é uma coisa que a imprensa pode – e deve – fazer.

Programete de Comunicação: A mídia e a criança

Fazem alguns meses que circulam na net uma espécie de ‘abaixo a propaganda pra crianças’. É bem verdade que os caras exageram mesmo e criam pequenos monstros consumidores. Quem nunca viu uma cena do tipo: mãe eu quero nas lojas da cidade?? Seguidas de um choro ensurdecedor e lagrimas pra todo lado???

Olha esse Programete de Comunicação produzido pelo Conselho Federal de Psicologia – CFP