Lembranças

Podem até achar que eu num tive infância – grande engano – mas eu não resisto e sempre que aparece uma oportunidade eu registro uma cena parecida com essa.
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E caso queiram saber mais da minha infância, eis ai listadas algumas coisas que eu fazia e que ainda faço.
-andar de bicicleta;
-andar na chuva;
-andar descalça;
-brigar na rua (não faço mais, é sério);
-cantar e dançar pela casa;
-embalar a rede como se fosse voar;
-comer pipoca doce em frente a TV;
-assistir desenho (Os Simpsons);
-recitar em versos cantigas de crianças;
-brincar no parquinho;
-tomar sorvete;
-comer algodão doce;
-rir, rir, rir e gargalhar.
-fazer careta pra quem eu gosto e pra quem num gosta de mim também;

Tá bom, senão eu me entrego!

Quem pede? O quê? A quem?

Essa é uma das imagens que mais me chamou a atenção em São Luis. Enquanto subiamos uma das escadarias do Centro Histórico pra irmos pro restaurante vimos a cena que mais parece uma poesia em forma de gente. A senhora pedindo esmola. E eu, a imagem dela.

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Lembro que um amigo comentou: ‘Ela tentou esconder o rosto’.
Esconder? Como esconder a composição de uma poesia que não precisa de palavras para se expressar? Como esconder a rima?