Apoio aos índios Kaiowá-Guarani

O cineasta e ativista Pedro Rios Leao, estará nos próximos dias em missão no Mato Grosso do Sul para tentar impedir o genocídio de 50 homens, 50 mulheres e 70 crianças…

“Eu realmente vou me meter de forma direta no genocídio iminente dos Guarani-kayowá. E só não vou morrer assassinado lá com eles se vocês se meterem nisso comigo…”

Eu, infelizmente, só fiquei plenamente alertado pela situação dos índios com a carta que eles enviaram. Nós temos que nos lembrar que pode não ser nossa culpa, mas é responsabilidade esse extermínio. O Governo tem o monopólio da violência e é o governo que a está produzindo e legitimando. Nós todos sustentamos o governo com o nosso trabalho. Eu vou me meter nisso e estou com medo, posso dispor do meu corpo e de minha total consciência para tentar impedir um genocídio, do qual a minha complacência só me responsabilizaria. O que está acontecendo la é conflito armado.Isso é o Brasil. Meu país. Não é porque nós fomos confortavelmente criados assistindo a Regina Duarte, que os homicídios não existem. Parece que as pessoas se esqueceram o que é genocídio.

O governo pode suprimir imediatamente a violência, impedir a ação dos pistoleiros e garantir a segurança de todos nós. Mas ele não fará isso por vontade própria. Nós temos que pressionar por todos os meios necessários os ditos “nossos empregados” ou ‘representantes da vontade popular”. O que acontece com os índios não é diferente do que o que acontece com quilombolas, ou favelados. Mas eles estão nas vésperas da morte. E estão dispostos a morrer sem abandonar a sua Terra com as próprias pernas. Vamos esperar quantos genocídios para tomar uma atitude? O Governo pode parar com isso AGORA e é obrigação de qualquer um que se diga jornalista para o bem da sociedade relatar o extermínio grosseiros de homens, mulheres e crianças cometido com o aval do estado.

REDE GLOBO:
http://falecomaredeglobo.globo.com/
400 22 884 (custo de uma ligação local).

REDE RECORD:
http://www.recordrio.com.br/denuncia.php
Telefone
(21) 2125-1313
Telefone Apuração RJ
(21) 2125-1250

GOVERNO:
http://www.pgr.mpf.gov.br/
http://portal.sdh.gov.br/
http://www.governofederal.com.br/portal/
http://www.transparencia.mpf.gov.br/

 

 

 

Carta dos Guarani-Kaiowá

“Nós (50 homens, 50 mulheres, 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, vimos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de despacho/ordem de nossa expulsão/despejo expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, em 29/09/2012.

Recebemos esta informação de que nós comunidades, logo seremos atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal de Navirai-MS. Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver na margem de um rio e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay.

Assim, entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio/extermínio histórico de povo indígena/nativo/autóctone do MS/Brasil, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça Brasileira.

A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas?? Para qual Justiça do Brasil?? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados 50 metros de rio Hovy onde já ocorreram 4 mortos, sendo 2 morreram por meio de suicídio, 2 morte em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. Moramos na margem deste rio Hovy há mais de um (01) ano, estamos sem assistência nenhuma, isolada, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Tudo isso passamos dia-a-dia para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay.

De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs e avós, bisavôs e bisavós, ali estão o cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser morto e enterrado junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação/extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais.

Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal, Assim, é para decretar a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e para enterrar-nos todos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem morto e sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo de modo acelerado. Sabemos que seremos expulsas daqui da margem do rio pela justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo/indígena histórico, decidimos meramente em ser morto coletivamente aqui. Não temos outra opção, esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.”

À Sombra de um Delírio Verde from Midiateca Copyleft on Vimeo.

Post recolhido do Facebook do ativista Pedro Rios Leão.

Bicicletada Tribal

Maior está a maior bagunça em Brasília. Indigenas lutam pelo direito de continuar em suas terras e empreiteiras lutam pra tira-los de lá e construir em cima de suas tradições mais um mega projeto residencial. E juram que será tudo ecologico. Muitas iniciativas estão sendo realizadas pra fazer barulho e chamar a atenção da sociedade. E são jovens universitários que estão ao lado dos indios, se expondo, sendo presos e humilhados. Entre tantas iniciativas, está marcada para o proximo sábado uma bicicletada tribal. Fica a dica!

Outras informações podem ser encontradas no dezporhora.org . O jornalista Thiago Foresti esteve em Brasilia na semana passada e conseguiu um importante registro desse momento. A reportagem foi publicada na Carta Capital.

Fotos da ocupação publicadas  HOJE no grupo de discussão ‘Santuário dos Pajes’ no facebook.