Seminário vai debater a Criança e Adolescente na Mídia

Foto: Samara

Agência Catavento – Rede ANDI promovem o Seminário  “Criança e Adolescente na Mídia: Qualificando o Discurso para Transformar a Realidade”, nesta quinta-feira (15), às 18h, no Auditório da Biblioteca do Centro de Humanidades da Universidade Federal do Ceará (UFC). O evento integra o projeto “Infância em Pauta – o jornalismo social em defesa dos direitos de crianças e adolescentes do estado do Ceará”.

Através do Seminário, a Agencia Catavento pretende estimular a discussão sobre a função do jornalista na defesa da criança e do adolescente, levando em consideração o artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o qual afirma que é dever da sociedade, em geral, cuidar da garantia dos direitos de cidadãos nesta faixa etária. A discussão será feita com professores, estudantes de jornalismo e atores sociais, a partir da análise da abordagem de matérias de jornais sobre o tema.

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Exploração de crianças e adolescentes: o pódio que não queremos

Fonte: Denise Quadros (ANDI)

Organizações e especialistas que atuam na área de defesa dos Direitos da Infância mostram a preocupação de que o volume de turistas possa incrementar o trabalho infantil e a exploração sexual de crianças e adolescentes

Em um intervalo de pouco mais de seis anos, o Brasil vai receber os dois mais importantes eventos esportivos mundiais: a Copa do Mundo de Futebol (2014) e as Olimpíadas do Rio de Janeiro (2016). Há grandes expectativas de que os dois eventos mobilizem a economia, gerem milhares de empregos e aqueçam a indústria do turismo.

As estimativas do Ministério do Turismo são de que a Copa do Mundo deve trazer ao país entre 500 mil a 600 mil turistas. Já as Olimpíadas do Rio devem gerar um fluxo de visitantes ao Brasil cerca 15% maior em 2016 em comparação com o número de turistas do ano anterior.

Por trás desta euforia, há uma séria preocupação das organizações e de especialistas que atuam na área de defesa dos Direitos da Infância: que o enorme volume de turistas possa representar um risco maior para crianças em situação de vulnerabilidade, com o incremento do trabalho infantil e da exploração sexual de crianças e adolescentes.

Esta preocupação tem fundamento. Organizações internacionais que se dedicam ao enfrentamento da violência sexual contra meninos e meninas relatam, a partir de estudos e relatórios oficiais, que Copas e Olimpíadas anteriores registraram um preocupante crescimento de casos de desrespeito aos direitos humanos de crianças e adolescentes.

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