Lições que aprendi com a bicicleta

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[…] a gente as vezes fica pesando o  corpo e a mente com sentimentos e pensamentos que nada acrescentam na nossa vida. Simplesmente a gente os carrega pra qualquer lugar e eles ficam ali só ocupando espaço e dificultando a entrada de bons sentimentos e pensamentos  que podem nós auxiliar ainda mais. Será mesmo que eu preciso ou quero carregar pesos além do necessário na garupa da #bicicleta ou na vida?

post novinho no 10 por hora:  http://bit.ly/16OJsxZ

Minha bicicleta rosa

Abro um parentese pra falar da minha bicicleta rosa: Meu pai chegou de algum lugar do mundo e trouxe a pequena dentro da boleia do caminhão. E ela, como todas as bicicletas, tinha seu fascinio sobre a dona. Eu [5 anos] cheguei do colegio e ela estava lá, proximo a parede da cozinha com suas rodinhas de apoio me esperando. Já que não estava embrulhada pra presente eu não ia perder tempo. Mochila jogada num canto qualquer da casa e eu dei as primeiras pedaladas pelo quintal que logo ficou pequeno pra tamanha felicidade e ganhei a rua da minha casa. Chegar da aula a partir daquele dia passou a ter gostinho diferente: eu sabia que meu pontinho rosa ia está lá me esperando e durante dois ou três anos o selim da bicicleta passou a ser meu trono, a rua meu reino e as e todo o resto que a vista alcançasse o meu reinado.

Cresci numa rua sem asfalto e com poucas meninas e enquanto eu pedalava, os meninos soltavam pipas ou jogavam bola na rua. Mas como todos os reinos, esse também chegou ao fim e eu nem lembro como isso aconteceu e nem onde foi parar minha bicicleta rosa. Mas deixou saudades.