Pedintes, pirateiros e docinhos


pirate_hostessOntem, depois de um dia ‘pra lá e pra cá’ da minha vida de jornalista/blogueira, me dei o gosto de saborear um suco de laranja no terminal turístico (que já foi abocanhado pela Massabor Pizzaria) na companhia de agradáveis amigos e amigas. Entre um gole e outro é preciso arrumar uma maneira delicada de dizer: ‘não amigo, eu não compro CDs piratas ou não tenho hoje’.

Até que eu me divirto com os pedintes de plantão. Na maioria dos casos costumo bater papo com os caras – quem não tem dinheiro conta história não é?. Esse é bem o meu caso. Em um desses casos nós (eu e meus amigos) conhecemos um senhor que disse que tava precisando de grana pra completar o bilhete pra ir de ônibus de Santarém pra Itaituba (ainda no Pará). Ele veio pra Pérola do Tapajós pra poder chegar até Juruti aonde ia arrumar o emprego. Como em todas as outras historias desse tipo , essa também não deu certo e ele precisava agora voltar pra casa e não tinha muito dinheiro, além de umas poucas moedas que fazia questão de jogar de uma mão pra outra. Mas esse, ao contrario de outros pedintes, não tinha cheiro de cachaça – o que já o torna mais confiável que os outros. Mas eu mesma não tinha dinheiro pra dá pra ele, então o puxei pra um papo.

Durante a conversa ele soltou que ‘ia encontrar pessoas de bom coração que iam ‘ajudar’ ele’. Respondi que ‘a gente até que tem bom coração, só não tem dinheiro’. Ele riu, e nós também (afinal, quem rir seus males também espanta). Agradeceu e disse: pelo menos vocês não gritaram comigo.

Pinnnnnnnn. Eis mais um assunto legal. É normal que não nos sintamos a vontade em dá dinheiro pra todo e qualquer pedinte que aparece na nossa porta ou nos pára no meio da rua. Mas aí a tratar mal a pessoa já é pura falta de educação – que ao contrário do que esse tipo de pessoa pode pensar: não se acaba e nem fica pouca. Eu posso até não dá dinheiro e tals, mas acho que palavras confortantes podem tirar alguém de uma situação ruim. E se a pessoa que pede não tem boas intenções o problema é dela e eu continuo fazendo a minha parte: contando história e tornando aquele momento menos humilhante, pra qualquer uma das partes.

Pirateiros e docinhos de plantão

As doceiras que passsam por nós também são engraçadas. E o pior é que elas passam justamente no momento em que a gente decide iniciar uma dieta. Aí já era. É o jeito se entregar aos caprichos e uma boa castanha-do-Pará coberta de chocolate.

Já os pirateiros são problemas da polícia. Eu só vou escrever aqui que ontem perdi a conta de quantos deles encostraram na nossa mesa pra oferecer os filmes e CDs mais barrelas possíveis.

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2 comentários sobre “Pedintes, pirateiros e docinhos

  1. Tânia disse:

    Eis os momentos de irritação, que não me divirto mesmo: quando saio do trabalho para relaxar em algum lugar especial e aparece pirateiros, esmoleiros e doceiras. Como a resposta é sempre não, me incomoda ter que repetir a mesma palavra. Tenho que arranjar um jeito de dizer que no meu DVD não entra pirata, que não dou dinheiro (preciso) e estou sempre de dieta para doces. E também me incomoda quem dá papo pra eles.

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