uma doce sexta-feira


08060302_bloguncoveringorg_bloomhoje foi um daqueles dias propícios pra ficar embaixo do cobertor, ouvir música e sonhar acordada – as vezes.

amanheci com saudade de algumas pessoas – umas ausentes e outras nem tanto. foi só saudade mesmo. saudade daquelas pessoas que eu encontro todos os dias e também de umas pessoas que eu não vou ver mais. algumas já partiram e outras ainda não chegaram.
senti falta do feijão da vovó feito no fogão de lenha e do sorriso dela.

lembrei das tardes em são luis quando tudo era só diversão e parecia que o mundo conspirava ao meu favor. e quis de novo sentir os pingos da chuva de belém escorrendo pelo meu rosto e de ver os meninos descalços correndo em busca de um abrigo.

parece que foi ontem que eu fiquei ilhada no correio de são luis enquanto uma chuva torrencial fazia questão de deixar seu rastro pela cidade que se divide entre o contemporâneo e o histórico (apesar de preferir o histórico). lembrei de como ficava engraçado andar e olhar pro chão, prestando a atenção nas pedras que formam as ladeiras, calçadas e estreitas ruas aonde só é possível caminhar (carros e motos – não passam por ali). em algumas delas parecia que entrávamos na própria história do lugar. era possível percorrer dois mundos em um único passeio. de um lado o moderno e do outro as poucas lembranças de uma cidade patrimônio histórico da humanidade.

talvez o dia de hoje tenha sido aquele em que foi possível escrever todo o meu futuro e lembrar do meu passado – meu pretérito perfeito, ou não.

esse texto é quase um monólogo de alguém que esqueceu de enterrar seus sonhos e suas vontades. bem que eu queria que eles tivessem sido enterrados quando precisei que isso acontecesse. mas como essa vida é cheia de surpresas – e aqueles que eu pensava ter deixado pra trás fizeram questão de ressurgir na minha vida sem nem mesmo me pedir licença. quando vi já estavam em mim novamente.

enquanto isso eu vou em busca de reorganizar os meus projetos de vida – aqueles que cotidianamente eu quero organizar mas que sempre ficam pra segundo plano ou que mesmo parecem não ter mais solução. não sei se não aprendi a viver um dia de cada vez  ou se a minha ansiedade tem uma forte contribuição na minha maneira de ver ou de fazer as coisas, mas não me sinto a vontade quando tenho que esperar as ‘coisas acontecerem naturalmente’. estou certa? errada? essas são perguntas que eu não posso responder e na maioria das vezes não concordo com o que as pessoas podem dizer a esse respeito. apenas eu e eu mesma sou capaz de conhecer os meus sentimentos e as minhas angustias , meus medos e meu consolo.

ainda bem que essa sexta-feira está chegando ao fim e eu vou poder virar a página desse dia e esperar que o sol brilhe forte e que aqueça meu corpo e espírito pra que minhas energias sejam renovadas e essa melancolia toda fique registrada apenas nas palavras.

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